Neurofeedback para PHDA (TDAH)

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA ou TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta muitas crianças e adultos em todo o mundo. Uma das abordagens inovadoras e promissoras é o Neurofeedback.
Mas como é que o Neurofeedback pode ajudar no tratamento da PHDA/TDAH?
Vamos explorar esta questão em detalhes! 👇
O que é o Neurofeedback e como funciona?
O Neurofeedback é uma técnica que mede a atividade cerebral e fornece feedback em tempo real ao cliente. Através deste feedback, procura-se treinar o cérebro para que desenvolva padrões de funcionamento mais eficientes e equilibrados. 🧠
Este processo envolve a colocação de sensores (electrodos) no couro cabeludo que monitorizam as ondas cerebrais, e através de um software especializado, é fornecido feedback auditivo ou visual ao cliente.
Na prática, durante as sessões já com os electrodos colocados, a criança ou adulto joga um jogo ou assiste a um filme. Assim, quando o cérebro:
- Se afasta dos valores definidos para o treino, o jogo pára/o filme fica com o ecrã escuro.
- Atinge os valores pretendidos, o jogo ou filme continuam normalmente, sem interrupções, como uma forma de recompensa.
Este sistema permite que o cérebro aprenda a manter estes valores, consolidando padrões cerebrais mais adequados de acordo com as características individuais de cada cliente.
📌 Se gostaria de saber, em maior detalhe, como funciona esta técnica, assista ao vídeo completo:
Mapeamento cerebral: o ponto de partida
Antes do início das sessões de Neurofeedback é importante conhecer o perfil de cada cliente, perceber os seus sintomas e identificar as suas maiores dificuldades. Para isso, na NeuroImprove, são utilizadas ferramentas como o Electroencefalograma Quantitativo (qEEG) e questionários psicológicos, que ajudam a identificar os principais focos da intervenção e a definir um protocolo personalizado às necessidades do cliente.
Como o Neurofeedback atua nas alterações cerebrais da PHDA
Pesquisas indicam que indivíduos com esta perturbação frequentemente apresentam padrões atípicos de atividade cerebral. Assim, esta abordagem permite identificar o perfil único de cada cliente e melhorar esses padrões específicos.
Veja abaixo alguns exemplos das alterações cerebrais mais comuns, e como o Neurofeedback atua para a PHDA/TDAH👇:
Ondas Theta aumentadas
As ondas cerebrais de baixa frequência, conhecidas como ondas Theta, são frequentemente mais elevadas em indivíduos com PHDA (zonas avermelhadas da imagem), que estão associadas a estados de relaxamento profundo e desatenção.
Através do treino de Neurofeedback, os clientes aprendem a reduzir os valores das ondas Theta, promovendo um estado de maior alerta e atenção. Sessões repetidas ajudam a consolidar esses padrões cerebrais mais eficientes.

Nestes casos, através de exercícios e jogos que fornecem feedback positivo quando as ondas Theta diminuem, os clientes aprendem a manter um estado mental mais focado.
Ondas Beta diminuídas
As ondas Beta, que estão associadas ao estado de alerta e foco, tendem a ser menos pronunciadas em pessoas com PHDA (zonas azuladas da imagem). Isso contribui para dificuldades em manter a atenção e em processar informações de forma eficiente.
O Neurofeedback incentiva o aumento dos valores das ondas Beta, procurando favorecer estados de maior foco e concentração. Isso é feito através de feedback positivo quando o cérebro produz mais dessas ondas durante as sessões.

Nestes casos, sessões repetidas com feedback positivo quando o cérebro produz mais ondas Beta ajudam a consolidar este padrão, reduzindo a distração.
Ou seja, de forma geral, o Neurofeedback procura treinar o cérebro para aumentar a produção de ondas cerebrais que promovem o foco e a atenção, enquanto diminui os valores das ondas que estão associadas à distração e impulsividade.
O tratamento com Neurofeedback para PHDA é individualizado
Cada sessão de Neurofeedback é personalizada, permitindo que o tratamento seja ajustado às necessidades específicas de cada cliente com PHDA.
Tal personalização é fundamental para abordar as alterações cerebrais específicas observadas em cada indivíduo.
Benefícios do Neurofeedback para PHDA
✅ Ajuda a aumentar a capacidade de manter o foco e a atenção, o que é essencial para a gestão dos sintomas da PHDA.
✅ Como se baseia num processo de aprendizagem, procura-se que as melhorias adquiridas durante os treinos se mantenham ao longo do tempo.
✅ É uma técnica não invasiva e segura, sendo uma alternativa não farmacológica aos medicamentos.
✅ Cada sessão de neurofeedback é personalizada, permitindo um tratamento ajustado às necessidades específicas de cada cliente, aumentando a eficácia do tratamento.
✅ Pode ser utilizado em conjunto com outras terapias, como a terapia comportamental e a medicação, potenciando os resultados positivos.
Pontos de Atenção
🚨 O tratamento pode exigir um compromisso de tempo significativo, com sessões semanais.
🚨 O custo acumulado das sessões pode ser elevado, especialmente porque nem sempre está coberto pelos seguros de saúde.
🚨 Embora muitos clientes relatem melhorias significativas, a eficácia do tratamento pode variar de pessoa para pessoa.
Onde Fazer Neurofeedback para PHDA em Portugal
Encontrar um local confiável para realizar este tratamento é crucial. Certifique-se de escolher clínicas que tenham boas avaliações e bons profissionais.
Na NeuroImprove Clinic, oferecemos sessões com profissionais qualificados e tecnologia de ponta, com uma abordagem personalizada e baseada em evidências, sendo uma das melhores opções para intervir nestes casos.
Atualmente, as nossas clínicas estão localizadas no Porto e em Braga:
📍 Porto: Rua Calouste Gulbenkian 52 3º Andar, Sala 9, 4050-144
📍 Braga: Edifício Muralha, Rua Marcelino Sá Pires nº 15 5º Andar, Sala 55, 4700-924
Se tem PHDA, ou conhece alguém com este diagnóstico, considere explorar esta técnica como uma opção de tratamento.
Para mais informações e agendamento de sessões, entre em contacto connosco! Estamos disponíveis para escutar e apoiar em todo o processo. 🧡💙
Referências
Arns M, de Ridder S, Strehl U, Breteler M, Coenen A. Efficacy of neurofeedback treatment in ADHD: the effects on inattention, impulsivity and hyperactivity: a meta-analysis. Clin EEG Neurosci. 2009;40(3):180-189. doi:10.1177/155005940904000311
Martijn Arns, Hartmut Heinrich, Ute Strehl. Evaluation of neurofeedback in ADHD: The long and winding road. Biological Psychology, Volume 95, 2014, Pages 108-115, ISSN 0301-0511. doi: 10.1016/j.biopsycho.2013.11.013
Wider W, Mutang JA, Chua BS, Pang NTP, Jiang L, Fauzi MA, Udang LN. Mapping the evolution of neurofeedback research: a bibliometric analysis of trends and future directions. Front Hum Neurosci. 2024 May 10;18:1339444. doi: 10.3389/fnhum.2024.1339444.
Peterson BS, Trampush J, Maglione M, et al. Treatments for ADHD in Children and Adolescents: A Systematic Review. Pediatrics. 2024;153(4):e2024065787. doi:10.1542/peds.2024-065787.
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